Esta madrugada fui surpreendida as 4:36 da manhã com um telefonema.Entre um pranto e outro, ouvi atenta, e triste, uma amiga que acaba de terminar um relacionamento. A amo tanto, que ela falava e eu me sentia na pele dela. Ofereci meu ombro e afeto e todo o amor de uma amizade única. Minha querida, sabes bem que a vida é mesmo assim, um susto passageiro, um momento de euforia, um respiro de alegria e algumas lágrimas de superação.
Com a autorização , publico aqui as palavras que tomaram o papel quando desliguei o telefone e vesti a pele dela.
Na iminência de saíres da minha vida
pela porta da frente
Deixei claro no fundo dos meus olhos
que farias tuas malas para nunca mais voltar.
Não esquece a escova de dentes.
Leva também essa camisa que eu jamais suportaria encontrar novamente
ao abrir o armário e lembrar das infinitas vezes que passei pra vc vestir antes de sair.
Vai. Vai embora.
Mas desta vez cumpre com a palavra que tantas outras vezes deixaste pra trás.
Leva tudo.
Não ouse deixar sequer uma meia ou um toco de cigarro.
Nenhuma cinza tua eu irei juntar.
Já me bastam as minhas. O que restou de mim por enquanto são só cinzas mesmo.
De todos os cigarros que fumei enquanto vivia na incerteza do dia que tu sairia por aquela porta da frente
levando essa mala que eu nunca imaginei que farias tão rápido.
Ó!! Toma aqui!
Pode levar isso também.
Não quero as más lembranças, nem as noites de exílio de mim mesma, em que tantas vezes
parti de mim pra estar em ti.
Leva o teu cigarro.
Nas manhãs depois das noites de álcool e das madrugadas de sexo, era ele que ganhava o primeiro toque da manhã.
Podes ir agora.
Leva tudo que te pertence, sai e bate forte a porta faz favor.
Pra nunca mais, vê bem, nunca mais voltar.
Deixa só o amor, esse que sempre me pertenceu e que,
nunca na verdade te alcançou.
Deixa os livros.
Porque esses são
sempre foram
e oxalá serão aqueles que me lêem,
que me ouvem, e que me falam de amor, da vida e de tudo que me espera do bater da porta em diante.
Sim.
Pode levar as chaves.
Guarda-as pra te lembrar que amanhã eu trocarei a fechadura.
E que as próximas cópias eu farei modelo Dobermann.
As mais caras chaves de segurança.
E só as terá de novo quem chegar em confiança a este coração
que agora se fecha, até que a casa esteja de novo em ordem.
Sentada na porta dos fundos, ainda de camisola
Não sinto o frio nem o calor das seis da manhã.
Uma xícara de café preto em punho, a carteira de cigarro do lado.
Do que foi que eu vivi no último ano??
Não lembro mais da última vez que meu sorriso foi espontâneo.
Hora do banho.
A porta já bateu.
A casa já silenciou.
O coração já se partiu.
Hora de estravazar o choro contido pela raiva do adeus.
Uma ducha demorada pra lavar a alma da lama.
Toda ferida aberta leva um tempo pra cicatrizar e dessa vez não foi só um joelho esfolado.
Tive que dar alguns pontos pro corte fechar.
Mas eu sei.
Uma semana, um mês, talvez um ano.
Estarei nova.
Com uma cicatriz a mais, mas pronta pra ser eu mesma de novo.
Não foi você quem me deixou.
Fui eu que me tomei de volta.
Com a autorização , publico aqui as palavras que tomaram o papel quando desliguei o telefone e vesti a pele dela.
Na iminência de saíres da minha vida
pela porta da frente
Deixei claro no fundo dos meus olhos
que farias tuas malas para nunca mais voltar.
Não esquece a escova de dentes.
Leva também essa camisa que eu jamais suportaria encontrar novamente
ao abrir o armário e lembrar das infinitas vezes que passei pra vc vestir antes de sair.
Vai. Vai embora.
Mas desta vez cumpre com a palavra que tantas outras vezes deixaste pra trás.
Leva tudo.
Não ouse deixar sequer uma meia ou um toco de cigarro.
Nenhuma cinza tua eu irei juntar.
Já me bastam as minhas. O que restou de mim por enquanto são só cinzas mesmo.
De todos os cigarros que fumei enquanto vivia na incerteza do dia que tu sairia por aquela porta da frente
levando essa mala que eu nunca imaginei que farias tão rápido.
Ó!! Toma aqui!
Pode levar isso também.
Não quero as más lembranças, nem as noites de exílio de mim mesma, em que tantas vezes
parti de mim pra estar em ti.
Leva o teu cigarro.
Nas manhãs depois das noites de álcool e das madrugadas de sexo, era ele que ganhava o primeiro toque da manhã.
Podes ir agora.
Leva tudo que te pertence, sai e bate forte a porta faz favor.
Pra nunca mais, vê bem, nunca mais voltar.
Deixa só o amor, esse que sempre me pertenceu e que,
nunca na verdade te alcançou.
Deixa os livros.
Porque esses são
sempre foram
e oxalá serão aqueles que me lêem,
que me ouvem, e que me falam de amor, da vida e de tudo que me espera do bater da porta em diante.
Sim.
Pode levar as chaves.
Guarda-as pra te lembrar que amanhã eu trocarei a fechadura.
E que as próximas cópias eu farei modelo Dobermann.
As mais caras chaves de segurança.
E só as terá de novo quem chegar em confiança a este coração
que agora se fecha, até que a casa esteja de novo em ordem.
Sentada na porta dos fundos, ainda de camisola
Não sinto o frio nem o calor das seis da manhã.
Uma xícara de café preto em punho, a carteira de cigarro do lado.
Do que foi que eu vivi no último ano??
Não lembro mais da última vez que meu sorriso foi espontâneo.
Hora do banho.
A porta já bateu.
A casa já silenciou.
O coração já se partiu.
Hora de estravazar o choro contido pela raiva do adeus.
Uma ducha demorada pra lavar a alma da lama.
Toda ferida aberta leva um tempo pra cicatrizar e dessa vez não foi só um joelho esfolado.
Tive que dar alguns pontos pro corte fechar.
Mas eu sei.
Uma semana, um mês, talvez um ano.
Estarei nova.
Com uma cicatriz a mais, mas pronta pra ser eu mesma de novo.
Não foi você quem me deixou.
Fui eu que me tomei de volta.

6 comentários:
Como sempre as palavras da minha irmã passam o sentimento e a clareza de que não há dor que dure pra sempre e que não há sofrimento que nos impeça de descobrir um novo amor...
é isso aí mano véio. A vida é feita de ciclos, afinal. quando um termina, sempre há um novo começo! Tinhamu! ;)
Nossa filha qta emoção!!! è a pura realidade....temos que nos permitir e nos valorizar tb qdo este tipo de situação acontece.Abraços.
Precisamos, depois de superar as lagrimas, receber com um sorriso o entendimento de que é preciso, sempre, valorizar a pessoa que realmente estará com a gente até o fim: nós mesmos! Gostei muito! ;D
.
De um a dez, não tem como não
dar 20, por tanto, abstenho-
me da nota, mas do aplauso eu
não me furto.
Bravo!
Bravíssimo!
Estou te seguindo. Beijos,
silvioafonso
.
Silvio!!
Obrigado pelo comentáio! Também passarei no teu blog para acompanhar as tuas palavras. ;)
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