domingo, 30 de outubro de 2011

(em branco) o banco

Tem dias que me sinto invisível
Como se ninguém me pudesse ver
Imersa numa bolha de silêncio
Vazio
e ausências  tão profundamente sentidas


Mas as piores ausências
São as que vêm com a falta de afeto
Quando o outro até te olha
Mas não te vê

Essas, não há tinta
Não há pó
Não há nada que te faça sentir visível

Se só olhares, o banco está vazio
Se puder ver, há nele uma mulher
Sempre à espera de amor
Sentada, no frio



E que seria do amor se não fossem as infinitas dores que aguçam os poemas?

2 comentários:

Geise Ribeiro da Silva disse...

Amei! Adorei esse jogo das palavras, fantástico! Senhora, dona poetisa!
Abs,

Anne Petit disse...

Obrigada Geise!!!! às vezes a inspiração passa por aqui. ;) Bjs