quarta-feira, 14 de março de 2012

Saudade

Hoje minha mãe me chamou atenção, dizendo que estava com saudade das coisas que eu volta e meia escrevia aqui.
Verdade.
Também sinto saudade das palavras fluirem de mim pro mundo.
Uma saudade de me sentir solta nas palavras.
Também senti saudade daqui e de mim, e de todos os personagens que já vesti nas minhas postagens.
Acontece que escrever parece simples, mas não é.
Parece fácil, mas não é.
Das poucas coisas que parece e é, do escrever é a delícia de poder dizer sem medo.
Porque pode ser você, ou não.
Pode ser o personagem , a imaginação e o cotidiano que de óbvio não tem nada quando a gente olha de perto.
A expressão do sentimento , e o que ele provoca quando é lido.
Hoje senti falta tb de fazer um pouco de poesia.
Mas a inspiração poética hoje não passou por aqui.
Aliás ela está viajando de mim por um tempo.
De verdade eu queria ter o dia todo pra escrever muita coisa que eu penso o tempo todo, ou que de vez em quando eu sinto que deveria escrever, mas no momento ainda não dá.
Talvez porque ainda não seja o momento de me dedicar a isso.
Enfim, não sei. Ninguém sabe, mas um dia eu descubro.
Vê.
Hoje até as minhas palavras estão meio fujonas.
Acho que é hora de domir. O corpo precisa e a mente tb.

Beijos pra quem fica.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

dragão











Eu tenho um dragão que mora comigo. Ele se esconde dentro de mim, lá atrás do meu umbigo. De vez em quando ele me lembra que eu preciso comer.

domingo, 20 de novembro de 2011

Roda Gigante











E o mundo gira ás vezes um pouco devagar.
E num passeio cheio de escalas, a paisagem vai mudando.
A cada volta a gente vai crescendo...

Chega um dia que a gente já não se sente mais tão solto na cadeirinha, e até consegue soltar as mãos quando pára lá em cima.

O medo se vai e a sensação de liberdade toma conta.

O mundo dá muitas voltas pra gente crescer.

E a cada volta, a roda pára.
Alguns descem, outros sobem pra uma nova, ou primeira volta.

Como numa Roda Gigante a vida é feita de ciclos.
É preciso embarcar no momento, e se sentir seguro pra contemplar a paisagem.




sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Boa noite

Tiro a roupa do cansaço
Procuro o abraço que não está aqui
Onde está você pra me ninar
Cadê aquele ninho gostoso pra dormir?

A sexta-feira é nada longe de você
Pra dormir sozinha
Qualquer camiseta velha serve

Não é exatamente sono
É ausência de afago
Que chama pro berço

Te mando um beijo pela lua
Que atravesse muito além
Da rua

Que busque a estrada e alcance o vento
Pra te dizer boa noite meu bem
Fecho os olhos pra fazer passar o tempo


Saudade é palavra 24horas
Adormece e acorda
No pensamento da gente

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Saída

Esta madrugada fui surpreendida as 4:36 da manhã com um telefonema.Entre um pranto e outro, ouvi atenta, e triste, uma amiga que acaba de terminar um relacionamento. A amo tanto, que ela falava e eu me sentia na pele dela. Ofereci meu ombro e afeto e todo o amor de uma amizade única.  Minha querida, sabes bem que a vida é mesmo assim, um susto passageiro, um momento de euforia, um respiro de alegria e algumas lágrimas de superação.
Com a autorização , publico aqui as palavras que tomaram o papel quando desliguei o telefone e vesti a pele dela.



Na iminência de saíres da minha vida
pela porta da frente
Deixei claro no fundo dos meus olhos
que farias tuas malas para nunca mais voltar.

Não esquece a escova de dentes.
Leva também essa camisa que eu jamais suportaria encontrar novamente
ao abrir o armário e lembrar das infinitas vezes que passei pra vc vestir antes de sair.

Vai. Vai embora.
Mas desta vez cumpre com a palavra que tantas outras vezes deixaste pra trás.
Leva tudo.
Não ouse deixar sequer uma meia ou um toco de cigarro.
Nenhuma cinza tua eu irei juntar.
Já me bastam as minhas. O que restou de mim por enquanto são só cinzas mesmo.

De todos os cigarros que fumei enquanto vivia na incerteza do dia que tu sairia por aquela porta da frente
levando essa mala que eu nunca imaginei que farias tão rápido.

Ó!! Toma aqui!
Pode levar isso também.
Não quero as más lembranças, nem as noites de exílio de mim mesma, em que tantas vezes
parti de mim pra estar em ti.

Leva o teu cigarro.
Nas manhãs depois das noites de álcool  e das madrugadas de sexo, era ele que ganhava o primeiro toque da manhã.

Podes ir agora.
Leva tudo que te pertence, sai e bate forte a porta faz favor.
Pra nunca mais, vê bem, nunca mais voltar.

Deixa só o amor, esse que sempre me pertenceu e que,
nunca na verdade te alcançou.

Deixa os livros.
Porque esses são
sempre foram
e oxalá serão aqueles que me lêem,
que me ouvem, e que me falam de amor, da vida e de tudo que me espera do bater da porta em diante.

Sim.
Pode levar as chaves.
Guarda-as pra te lembrar que amanhã eu trocarei a fechadura.

E que as próximas cópias eu farei modelo Dobermann.
As mais caras chaves de segurança.
E só as terá de novo quem chegar em confiança a este coração
que agora se fecha, até que a casa esteja de novo em ordem.

Sentada na porta dos fundos, ainda de camisola
Não sinto o frio nem o calor das seis da manhã.
Uma xícara de café preto em punho, a carteira de cigarro do lado.
Do que foi que eu vivi no último ano??

Não lembro mais da última vez que meu sorriso foi espontâneo.

Hora do banho.
A porta já bateu.
A casa já silenciou.
O coração já se partiu.

Hora de estravazar o choro contido pela raiva do adeus.
Uma ducha demorada pra lavar a alma da lama.

Toda ferida aberta leva um tempo pra cicatrizar e dessa vez não foi só um joelho esfolado.
Tive que dar alguns pontos pro corte fechar.

Mas eu sei.
Uma semana, um mês, talvez um ano.
Estarei nova.
Com uma cicatriz a mais, mas pronta pra ser eu mesma de novo.

Não foi você quem me deixou.
Fui eu que me tomei de volta.





domingo, 30 de outubro de 2011

(em branco) o banco

Tem dias que me sinto invisível
Como se ninguém me pudesse ver
Imersa numa bolha de silêncio
Vazio
e ausências  tão profundamente sentidas


Mas as piores ausências
São as que vêm com a falta de afeto
Quando o outro até te olha
Mas não te vê

Essas, não há tinta
Não há pó
Não há nada que te faça sentir visível

Se só olhares, o banco está vazio
Se puder ver, há nele uma mulher
Sempre à espera de amor
Sentada, no frio



E que seria do amor se não fossem as infinitas dores que aguçam os poemas?

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

I just wanna be in your arms again

Yes.
I will say yes.
To be with you the rest of my life.


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Fragmentos - Anais Nin

"Um homem jamais pode entender o tipo de solidão que uma mulher experimenta. Um homem se deita sobre o útero da mulher apenas para se fortalecer, ele se nutre desta fusão, se ergue e vai ao mundo, a seu trabalho, a sua batalha, sua arte. Ele não é solitário. Ele é ocupado. A memória de nadar no líquido aminótico lhe dá energia, completude. 


A mulher pode ser ocupada também, mas ela se sente vazia. Sensualidade para ela não é apenas uma onda de prazer em que ela se banhou, uma carga elétrica de prazer no contato com outra. Quando o homem se deita sobre o útero dela, ela é preenchida, cada ato de amor, ter o homem dentro dela, um ato de nascer e renascer, carregar uma criança e carregar um homem. 

Toda vez que o homem deita em seu útero se renova no desejo de agir, de ser. Mas para uma mulher, o climax não é o nascimento, mas o momento em que o homem descansa dentro dela". Anais Nin





Eu sei que você sabe

Eu sei que você sabe que o tempo passa
as coisas mudam
o corpo grita
e alguns pensamentos envelhecem

Não são só os primeiros cabelos brancos
são também as linhas no rosto
a necessidade de conversar mais e de cada vez olhar menos para os lados
O desejo de sentir que enfim é só de alguém e alguém é só seu

Já não sou mais peito, coxa, bunda
Porque já não tenho mais 15, 18, 20

E você?

Eu sei que você sabe que eu te amo, cada dia mais
que você sabe que apesar de ainda haver paixão, e desejo e fantasias
já somos muito mais um amor sólido, com vigas de afeto

Eu sei que você sabe que quase aos 30 eu ainda te quero ao meu lado pelo mundo
sei que você sabe que vamos viajar
que vamos crescer
que viver juntos é sinônimo de evoluir juntos

Eu sei que fiz a escolha certa
que muitas vezes fui julgada, criticada
talvez por me doar demais

Mas eu sei que você sabe que fiz tudo por mim e por você
E que sempre farei
Sempre amarei

Eu sei que você sabe, que eu não preciso dizer
Que todo meu amor
Só existe porque existe você


terça-feira, 25 de outubro de 2011

Concentra Ação

Ando numa busca constante por concentração. Preciso de ação, e ela não vem. Preciso me concentrar e não consigo. Penso em tudo, em mil coisas, uma idéia atrás da outra, mas tudo completamente fora do foco que eu preciso.

TCC na minha vida é uma sigla para Tô Catando Concentração!

Inspiração não é uma visita que vem todo dia, que senta e toma um café e que fica horas te dizendo o que tu quer ouvir.
É nada. Inspiração é visita de médico  em dia que tua lista de coisas pra fazer além do TCC, não tem fim.

Juro que agora eu queria estar lá em Bora Bora, olhando pra um mar azul sem precisar pensar em nada.

Mas ok, não estou reclamando.
Sou grata por todas oportunidades, acho que por isso me questiono tanto a fim de entender o porquê só consigo escrever as linhas que não precisam de organização, de abnt, de o raio que o parta.

Na vida da gente definitivamente tem hora pra tudo.
Tem aquela hora que tudo que tu quer é terminar o terceiro ano e passar no maldito e mesmo assim tão desejado vestibular.
Depois tudo o que tu quer, passado o segundo semestre da faculdade, é sair porta a fora com o diploma na mão e dizer adeus à rotina de estudo, ao stress, e a algumas criaturas que sequer imagina de onde saíram e nem como conseguiram entrar na faculdade.

Eu to num momento em que venero a palavra FIM  todos os dias.

Tô adorando a ideia de um novo começo em outro lugar, vida nova, novos ares, novos desafios, casa nova e amor renovado!

Confesso que as mudanças sempre trazem uma energia nova aos meus pensamentos justo quando eles já estão cansados da rotina.

Viva a vida, via o fim de um ciclo e o princípio de outro, muito, mas muito mais ensolarado!




domingo, 2 de outubro de 2011

Música pra flutuar

Adorei esse vídeo da Mariana Aydar. Além da voz maravilhosa, ela tem um balanço suave e letras pra ouvir e sentir.
Gostei muito e recomendo esse som pra embalar o domingo à tarde!



sábado, 1 de outubro de 2011

As luzes da cidade insone














A cidade não pára, a noite não passa
e o coração segue sentindo o frio de uma saudade que não cura.
A garganta fecha, dói pra falar, dói pra engolir.
Alguma coisa aqui dentro do peito,
querendo explodir.
Do passado presente, da nostalgia recente.
Uma contradição em mim, um sintoma, um sinal...
Que há então de ser do amor
que faz da gente um paciente da gente mesmo?
A inspiração vem sempre nos momentos solitários.
Nos dias de chuva e na distância de tudo, e de mim, de alguém que fui e do que sou hoje.
As trovoadas e relâmpagos dessa noite acompanham a chuva pra lembrar que mesmo na tristeza,
quando a chuva vai caindo correndo pelos olhos devagar
é preciso luz, momentos de clareza, pra além de só amar e amar
também abrir espaço pra olhar pra mim.
Que tenho sentido nos últimos tempos que faz meu corpo trazer a tona tanta inflamação e dor?
Será medo?
Me sinto tão canceriana agora...
Um caranguejo dificilmente consegue se desapegar de alguém
ou de algo que lhe remeta à uma emoção já sentida.
Um canceriano sem sua casa e seus amores é como uma concha vazia na areia.
Se perde na nostalgia e no eco da sua própria solidão.
Sempre fui uma pessoa assim, meio solitária.
Fico muito tempo comigo mesma, mergulhada nos meus pensamentos...
Choro, rio, observo.
E me questiono muito também. às vezes tanto que as interrogações se tornam feridas na garganta.
As cicatrizes no coração do canceriano são feridas abertas pra vida inteira.
Nunca se fecham.
Sou um caranguejo que convive bem com a nostalgia, preciso dela pra poetizar meu mundo.
Minhas palavras nada seriam se não fosse essa solitude rebelde, que insiste em me acompanhar.
Meu blog estava assim meio abandonado, feito eu.
Me abandonei de mim por um tempo.
Precisava introjetar as mudanças, aceitar os novos rumos.
Tenho assim esse jeito meio esporádico de ser, de dar as caras no mundo
só quando a inspiração me visita.
Ás luzes da cidade continuam acesas, mas as velas e os rechauds
do meu quarto à meia luz vão se apagando...
Até o próximo encontro com a caneta! 

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

A CONSTRUÇÃO DO CIDADÃO NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO: A BIBLIOTECA ESCOLAR COMO UM ESPAÇO PRIMEIRO DO CONHECIMENTO

*Anelise de Moraes Oliveira



O artigo “O papel da biblioteca escolar no processo de aprendizagem” escrito por Carol C. Kuhlthau , é uma fonte de inspiração aos aspirantes a bibliotecários que ainda acreditam que podem gerar mudanças no panorama das bibliotecas escolares. Através da perspectiva de que a tecnologia avançada dos computadores e o advento da internet chegaram com tudo para se tornarem ferramentas que podem propiciar o acesso facilitado a diferentes tipos de dados, a sociedade da informação encontra-se em um processo crescente de mutação, em que o papel do bibliotecário se torna fundamental como mediador da informação diante deste novo contexto. A autora suscita a reflexão diante da necessidade de orientar e instruir os estudantes, incluindo-os em um processo de aprendizagem do uso das fontes de informação, porque embora estejamos na era da informação, com todos as possibilidades de crescimento o processo de transformação das bibliotecas escolares deve ser visto como um todo, suas partes componentes devem ser entendidas como etapas interdependentes e a execução do processo é lenta e gradual. A escola deve estar preparada para entrar com todo o suporte pedagógico, enquanto a biblioteca será o instrumento guia do conhecimento e o bibliotecário aquele que dentro de um plano transdisciplinar irá apoiar, orientar e participar ativamente do processo de aprendizagem do aluno e da comunidade escolar usuária da biblioteca em questão. A autora se refere ainda às três responsabilidades básicas da educação diante da sociedade, nas quais estará pautada a formação integral do cidadão, como estudante, como profissional (trabalhador) e como ser humano, responsabiblidades estas que trazem consigo o compromisso em desenvolver competências e habilidades para que o cidadão se sinta capaz de se adaptar e se desenvolver em situações e ambientes que exijam o manuseio ou o conhecimento das fontes e da forma do uso das tecnologias de informação, precisando assim alcançar um nível de alfabetização informacional.

Em um segundo passo a autora enfoca o contraste que se torna evidente diante de um universo de fontes antes escasso e agora abundante, e da necessidade do processo criativo para ensinar o estudante a aprender a manusear os mecanismos de busca e contornar situações na vida real, mudando gradualmente o seu nível de competência à medida em que desenvolve suas habilidades.

A concepção construtivista é utilizada pela autora para alicerçar o artigo. No momento em que a autora reflete sobre o papel do bibliotecário de não somente prover os recursos como também facilitar e capacitar a comunidade escolar para o uso dos recursos, em outras palavras, a autora entende que os bancos escolares, ou seja o letramento escolar é uma etapa do processo de construção do conhecimento na escola, inerente às tarefas do bibliotecário e que esse deve desempenhar este papel em consonância com o corpo pedagógico da escola, envolvendo não só o aluno, mas toda a comunidade escolar.


* Aluno do curso de Biblioteconomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Resenha realizada como pré-requisito parcial para aprovação na disciplina Educação de Usuários. Porto Alegre, setembro de 2010. E-mail:anelisemoraes@gmail.com  


REFERÊNCIA




KUHLTHAU, Carol C. O Papel da Biblioteca Escolar no Processo de Aprendizagem. In: VIANNA, Márcia Milton; CAMPELLO, Bernadete; MOURA, Victor Hugo Vieira. Biblioteca escolar: espaço de ação pedagógica. Belo Horizonte:EB/UFMG, 1999. p. 9-14.



quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Geração McDonalds, Televisão e Play2

Acabo de receber um e-mail da minha colega Nane, pedindo que alguma de nós arrume um afilhado pra ela presentear com a coleção Filosofinhos .
 Adorei! Embora eu não possa dar a ela um afilhado agora, meus filhos certamente terão contato com livros, frequentarão a biblioteca e espero sejam grandes leitores.
 Essa coleção aproxima as crianças desde cedo do pensamento de filósofos como Platão, Descartes... e estimula nas crianças o ato reflexivo.
Me entristece quando me deparo na rua, na parada de ônibus com crianças da geração Mc Donalds, Televisão, Play2, e percebo o quanto o mundinho deles é vazio. Ouvir histórias, e mesmo contar histórias aos amigos, ter imaginação pra criar sua própria história, ter vocabulário pra escrever uma redação...eles não têm.
Infelizmente muitas crianças se tornam adolescentes e chegam ao vestibular sem saber se expressar, sem conseguir nortear um ponto de vista e dissertar.
Acho que algumas facilidades que na minha geração não tínhamos, e surgiram nas gerações seguintes são o ponto de corte na educação atual.
Os filhos ganharam novos brinquedos, programas de televisão só pra eles e os pais desaprenderam um pouco a impor limites. 
Hoje os filhos fazem o que querem, comem o gostam e pouco sabem sobre literatura e filosofia.
Uma pena. 
Ainda educarei os meus proporcionando o contato com o papel, o lápis e os livros. Tem coisas que são insubstituíveis.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

"Um livro é mais do que a soma de seus materiais. É um artefato da mente e da mão humana."
                                          Geraldine Brooks - As Memórias do Livro

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Falta de educação: rotina brasileira

Não sei dizer o que me causa mais arrepios, se a falta de educação do brasileiro ou o egoísmo que tomou conta da atmosfera.
As pessoas se tornaram tão egoístas que cuidando somente do próprio umbigo  fazem o nosso querido Brasil decair a cada dia, no que diz respeito à Educação.
Os políticos, sim, aqueles que nós, por falta de informação, memória ou mesmo de amor próprio, colocamos no poder para tomar decisões por nós, estes só pensam no seu bolso, no seu salário, no seu conforto.
Enquanto isso a mazela da falta de educação do povo é estampada nas bizarrices cotidianas.
No ônibus, todos os dias, me deparo com uma situação que me decepciona:
Ou o cobrador é estúpido
Ou o motorista é impaciente
Ou o gurizão entra, senta e liga o seu radinho pra ouvir qualquer merda - sim, merda, porque aquele funk idiota do bonde não sei do quê não é música nem aqui nem na china - e esquece que o resto do ônibus não tem obrigação de escutar aquela porcaria.E quando estão em dois o diálogo que se estabelece entre eles é algo incomprensível. Um português que eu sinceramente desconheço: Intão mano, si pá rola aquela parada, ma fica na vibe que tá na boa...
A criatura que acha que pra falar no celular tem que berrar e todos os passageiros tem que saber o que está acontecendo na sua vida.
Isso quando não senta um daqueles bem cheirosos, fedendo a maconha do teu lado.
Esse é o mundo globalizado. E no nosso Brasil querido, onde a preocupação com a educação ainda é rídicula por parte dos governantes, infelizmente a falta de educação impera, o bom senso fugiu pra conchinchina e ainda não mandou sequer notícias.
Talvez esse seja o meu desabafo revoltado, por sonhar utopicamente com um país que leia mais, que fale melhor, que se comunique com educação e que respeite o espaço comum, que é meu, que é seu, que é nosso.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

filosofia na areia

 Quem sabe um dia a gente senta nas areias de copacabana pra falar de amor e olhar o mar...

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Pra conferir

Ateliê Ousadia

By Rita Portella

(51) 3372-2012
(51) 9999-0793
Rua Luís Afonso, 269
Cidade Baixa - Poa
atelieousadia@hotmail.com

domingo, 6 de dezembro de 2009

Me, myself and I - reflexões de um domingo de estudos.

Gosto de ler. Sempre gostei, sobretudo de ler a vida com olhos atentos. Imagino que 27 anos ainda é pouco tempo pra imaginar que tenho alguma experiência mas é muito tempo diante da urgência que a vida tem mostrado em meio ao caos, a correria, as epidemias, a mídia se propagando a velocidade da luz, os políticos agindo como se tivessem umbigos de ouro, e a triste realidade social que assola milhares de pessoas de todas as cores, raças, religiões, sexo, idade nos mais diversos cantinhos desse mundão de meu Deus. 
Sou feliz pelos passos que dei e pelas pessoas que até hoje seguram minha mão quando preciso. 
Nasci em Porto Alegre, mas aos 2 anos meus pais mudaram para o interior. Cresci numa cidade pequena de colonização italiana onde aprendi sobre a família, o trabalho e a fé. De alguma forma, um pouco sofrida, mas sempre calçada nesses pilares meu destino encontrou a biblioteconomia. Hoje dedico minha energia a me tornar um excelente profissional. 
Penso que posso usar a biblioteconomia como uma ponte para trabalhar com o que vejo sempre nos meus sonhos: pessoas, educação, oportunidades, desenvolvimento social e ensino. 
Pretendo concluir o curso e seguir um mestrado, buscando na carreria acadêmica um caminho em que eu possa ser útil a sociedade, que permite que eu esteja hoje estudando quando seus cidadãos patrocinam meus estudos pagando em dia seus impostos, e que desta forma eu também possa retribuir cumprindo com meu trabalho e me realizando pessoal e profissionalmente.
Nada fazemos sozinhos, sempre há que se buscar a troca tanto de carinho como de conhecimento. Vivemos desses afetos, as amizades, dos amores. Eles preenchem nossas vidas com motivações que são combustível para que sigamos sempre em frente, interpretando a vida e deixando também que ela nos leia. 

Hoje acordei um tanto reflexiva.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

saudade infinita...inspirações em posts amigos..

Adorei a postagem da minha amiga infinita Nalin...e me inspiei pra escrever um dedinho..


que a saudade seja infinita quando nos devolve em momentos as melhores lembranças....

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

acorrentada ao romantismo - definitavamente nascida na época errada

Os meus sentimentos são tão livres e tão estampados na minha cara Blasé o tempo todo, que quando os aprisiono, me sinto prisioneira de mim mesma . Talvez eu mesma mantenha cadeada a corrente que me prende ao pé da cama.
Eu e meus boicotes sentimentais românticos infinitos.
Nascida eternamente na época errada.
Eu deveria ser um desenho animado onde os príncipes e princesas existissem.
A vida real não é nada interessante.



sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Eu colunista do Queb

Galera!!

Devagarito to alçando meus vôos...

Confiram minha coluna no QUEB.

http://www.queb.com.br/colunas.php?id_colunista=64

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Cinecabam


Pra quem gosta dum cineminha...bom e barato... ;)

domingo, 11 de outubro de 2009

Leituras

Sempre que leio lábios acabo querendo ler também os pensamentos.

Broken Hearts

Quando alguém parte meu coração eu me sinto definitivamente partida ao meio. Então ponho os fones , ligo a música, canto, danço, choro, leio, escrevo, durmo, e um dia, de repente acordo nova.


Gustav Klimt - Kiss

Like a Child




Hoje acordei decidida a escrever aos adultos, com uma tremenda sensação de nostalgia.
Uma saudades da infância, uma saudade infinita...
...de  ir pra cozinha aprender a fazer bolo com a mãe;
...de andar de moto com o pai;
...de abotoar o meu pijama no pijama do meu irmão e sair pela casa correndo com os pijamas abotoados... saudade de irmão sempre vem acompanhada das peraltices mais divertidas;
...saudade das vós ( dos vestidos de crochê, dos passeios no Iguatemi, do melhor franguinho assado que eu já comi, daquele potinho de goma que o vô sempre escondia, e a vó dava.);
...saudade das tardes na piscina no GTA;
... de andar de rooler
...de andar de bicicleta
...de escrever cartas com a Laura ... pras amizades que fazíamos nas férias do banco;
É saudade de tanta coisa, que o peito até dói.
Uma saudade que dói por saber que esse tempo nunca mais vai voltar, que restam só as lembranças.
Saudade é bom e é ruim ao mesmo tempo. Faz lembrar feliz, mas faz chorar depois.
A vida é tão breve que eu penso que o amor é o que faz registrar a saudade.
Desejem seus filhos.
Ame-os desde a idéia de tê-los.
Amem demasiadamente. Amor nunca é demais.
As melhores lembranças que guardamos da infância são as de amor.
E não pensem que recém nascidos não guardam lembranças.
Guardam sim.
Até hoje quando sinto cheiro de leite, lembro da minha mãe.
São lembranças inconscientes, de amor.
Façam seus filhos crescer com música, com poesia, com leitura.
Proporcione uma corrida na grama...uma sujeira de terra.
Deixe que ele plante uma flor quando você estiver arrumando o jardim.
Ensine-o que o papel vêm das árvores, e que é um bem precioso.
Eduque para o futuro, ensine porque o banho tem que ser rápido.
Deixe o refrigerante para ao final de semana, ensine-o a tomar suco.
Mostre que se ele der valor ao livro, este será um grande aliado na sua formação.
Conte histórias desde a barriga, e ele sempre ouvirá você com atenção.

Ensine- o a gostar de ler.

Aproveite quando ele dorme no seu colo, porque esse tempo vai passar, e tenha certeza, todos sentirão falta um dia.
É essa saudade infinita.
É disso que estou falando, de ser criança, de ser pai, de ser mãe.
De um dia ser adulto e querer ter seus próprios filhos e formar sua família como uma maneira de viver de novo aquela infância que carregamos na memória.
É a única forma de lembrarmos da inocência que perdemos.
De nos darmos conta que educação é fundamental.
Que pensar no futuro é importante, mas que é preciso sentir saudades do passado, porque isso nos ajudará a ser pais melhores, adultos melhores.
A  sinceridade das crianças, a leveza, o riso.
Resgatar esses valores é viver bem o presente.
Viva o dia da criança!
Viva o dia que existe para nos lembrar que o amor é essencial

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Na companhia do mascante

Quem é que nunca mascou por horas a fio um chiclete?
É , aquele Ploc rosa mesmo, que em 5 minutos já não tem o menor gosto.



Uma vez quando eu era criança ouvi alguém dizer que chiclete era feito com couro de vaca.
Fiquei uns cinco dias sem mascar.
No sexto dia eu já tava escolhendo que cor de anel eu queria. Sim, porque os chicletes vinham com uns aneizinos com uma pedrinha (de plástico bagaceiro, lógico) colorida.
E ainda teve uma fase em que vinha uma figurinha que se raspasse o lado de trás ela passava pra mesa, pra parede, pra onde tu quisesse que ela ficasse.
Nesse período não tinha sapólio nem mão de obra das faxineiras conseguisse manter as classes da escola limpas.
E as tatuagens???
Não muito distante, estes tempos eu mesma fiz uma tatuagem que veio num chicletes. HAshua.
Pura nostalgia. Com 27 anos eu me lembro como se fosse ontem.
Muito divertido.
Hoje já tem até Trident que tu pode comer o papel.
Veja só, as coisas evoluiram, mas o companheiro continua o mesmo, o bom e velho chicletinho.
Adoro bala chicletes, só acho que o chiclete que vem dentro da bala é muito pequeninho, aí a gente tem que colocar umas quatro balas chiclete na boca pra ficar um chiclete de tamano normal no final.
E os Ping Pong, alguém se lembra?



O tempo passa né....
Esse final de semana mesmo meu noivo quase distruiu uma caixinha ultra moderna de trident porque foi abrir como se abria a antiga embalagem. Rasgando um dos lados.
Viu.
O chicletes tá sempre presente e ainda assim atrelado ao passado. É como qualquer coisa, vai evoluindo sabe, mas o espírito ainda é o mesmo.
Saudade dos Ping-Pong e Babaloo.




A propósito , termino este post com um de bala chicletes que já tô mascando há algum par de horas.

Fui.

Pllllllllllllloc!



 

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura

Olá!!
Hoje voltei pra casa me sentindo mais motivada com as perspecitvas profissionais na Biblioteconomia. Estive no lançamento da Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura que ocorreu nas dependências da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, tendo como palestrantes o escritor , jornalista e professor da PUC RS, Juremir Machado, as professoras Doutoras da área de Biblioteconomia Eliane Moro e Lizandra Estabel, e a vereadora Fernanda Melchiona, bibliotecária formada pela UFRGS que está abrindo portas para a nossa classe através da sua atuação.
É de iniciativas como esta que precisamos, o papel do bibliotecário como um agente social está um pouco adormecido, infelizmente.
Tenho certeza que esta iniciativa da Frente, irá proporcionar a nós, alunos e futuros profissionais, ampliar a visão em relação à profissão, e a própria sociedade.
Fiquei chocada com as imagens da biblioteca destruída pelo vandalismo, que nada mais é do que a falta de educação.
É preciso educar pra que as pessoas possam sentir necessidade de acesso à cultura. Agora, neste momento , é tudo o que precisamos: unir as políticas públicas, a educação, a biblioteconomia e a vontade que temos de fazer algo pra mudar esta situação crítica. É formando leitores, que certamente construiremos cidadãos conscientes dos seus direitos como seres humanos e dos seus deveres como cidadãos, educados.

domingo, 20 de setembro de 2009

Os misteriosos sentimentos da Feiurinha





Acordei me sentindo feia.
Aqueles dias que tudo parece te reportar ao espelho.
E nele enxergo tudo: o rosto que está com pêlos demais, a pele que está com pintas demais (me transformando num dálmata), as unhas que não estão feitas, as pernas esperando uma depilação, a bunda sendo tomada por uma celulite que há alguns poucos anos eu nem sequer conhecia, as espinhas surgindo aqui e ali, o cabelo querendo um corte, uma hidratação, as costas precisando de uma massagem, a alma precisando de energia.
Não consigo mais usar minhas lentes de contato. Os óculos parecem já ter sido cimentados na minha cara.
Tristes sentimentos misteriosos invadem o dia da Feiurinha.
As mulheres deveriam ter mais dinheiro, naturalmente.
Precisamos de dinheiro pra nos sentirmos pelo menos, um pouco belas.
Ou talvez não. Mas hoje eu acordei achando que sim.
Hoje acordei tal qual deve acordar alguém que não se reconhece mais no espelho.
Imaginei que esse dia não chegaria.
E passam tantas coisas por mim nesse momento.
Um sentimento terrível de que o tempo passou. E levou o encanto, a sensualidade, o ardor de uma beleza que não volta mais. Daquela pelezinha de pêssego que eu achava que era pra sempre. Minto.
Eu sabia que não era, mas eu queria acreditar que era.
Dizem que algumas pessoas melhoram com o tempo.
Talvez daqui a alguns anos eu até possa pensar isso se eu conseguir atingir uma qualidade de vida melhor.
Estudo pra isso.
Trabalho pra isso.
E sinceramente, espero que este dia não leve tanto tempo pra chegar.
Fazer uma academia, comer coisas melhores, degustar especiarias, usar cremes melhores, dormir melhor.
Passar o domingo fazendo coisas interessantes, em lugares interessantes.
Hoje acordei negativista.
Hoje acordei com uma tempestade sobre a minha cabeça.
Não me levem a mal.
É só um dia cabisbaixo, mas vai passar.
Tem que passar.
Escrever me faz sentir melhor.
Talvez alguém compartilhe desse sentimento de em alguns instantes da vida acordar se sentindo a própria Feiurinha.
Hoje legitimamente só me falta uma berruga na ponta do nariz.
Espero não acordar com esta surpresinha amanhã.
Daí fico pensando porque algumas mulheres alimentam o desejo de se casar simplesmente pra ter o tal do dia de noiva.
Claro.
Um dia para passar embelezando-se, sendo cuidada, sendo tratada como uma princesa.
Também quero.
Só caso se tiver um dia de noiva.
Até porque possivelmente este tal dia é unico na vida de muitas mulheres, porque cá pra nós, pra que ele se repita infinitamente, haja dinheiro.
Ai dells.
Hj acordei pessimista.
Melhor ir dormir.
Melhor dormir logo pra amanhã acordar otimista, me achando a mulher mais bela do planeta. Lógico que amanhã não vou olhar no espelho.
Como diria o meu amigo Paul, amanhã é dia de acordar com o cabelo tipo "acordei assim", levantar e sair.
Sem olhar no espelho.
Autoestima pra que te quero.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Esperaaa!

Penso que a felicidade é um momento fugidio...Quanto pretendemos tocá-la, mal percebemos e ela já saiu de fininho.