terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Pra conferir

Ateliê Ousadia

By Rita Portella

(51) 3372-2012
(51) 9999-0793
Rua Luís Afonso, 269
Cidade Baixa - Poa
atelieousadia@hotmail.com

domingo, 6 de dezembro de 2009

Me, myself and I - reflexões de um domingo de estudos.

Gosto de ler. Sempre gostei, sobretudo de ler a vida com olhos atentos. Imagino que 27 anos ainda é pouco tempo pra imaginar que tenho alguma experiência mas é muito tempo diante da urgência que a vida tem mostrado em meio ao caos, a correria, as epidemias, a mídia se propagando a velocidade da luz, os políticos agindo como se tivessem umbigos de ouro, e a triste realidade social que assola milhares de pessoas de todas as cores, raças, religiões, sexo, idade nos mais diversos cantinhos desse mundão de meu Deus. 
Sou feliz pelos passos que dei e pelas pessoas que até hoje seguram minha mão quando preciso. 
Nasci em Porto Alegre, mas aos 2 anos meus pais mudaram para o interior. Cresci numa cidade pequena de colonização italiana onde aprendi sobre a família, o trabalho e a fé. De alguma forma, um pouco sofrida, mas sempre calçada nesses pilares meu destino encontrou a biblioteconomia. Hoje dedico minha energia a me tornar um excelente profissional. 
Penso que posso usar a biblioteconomia como uma ponte para trabalhar com o que vejo sempre nos meus sonhos: pessoas, educação, oportunidades, desenvolvimento social e ensino. 
Pretendo concluir o curso e seguir um mestrado, buscando na carreria acadêmica um caminho em que eu possa ser útil a sociedade, que permite que eu esteja hoje estudando quando seus cidadãos patrocinam meus estudos pagando em dia seus impostos, e que desta forma eu também possa retribuir cumprindo com meu trabalho e me realizando pessoal e profissionalmente.
Nada fazemos sozinhos, sempre há que se buscar a troca tanto de carinho como de conhecimento. Vivemos desses afetos, as amizades, dos amores. Eles preenchem nossas vidas com motivações que são combustível para que sigamos sempre em frente, interpretando a vida e deixando também que ela nos leia. 

Hoje acordei um tanto reflexiva.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

saudade infinita...inspirações em posts amigos..

Adorei a postagem da minha amiga infinita Nalin...e me inspiei pra escrever um dedinho..


que a saudade seja infinita quando nos devolve em momentos as melhores lembranças....

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

acorrentada ao romantismo - definitavamente nascida na época errada

Os meus sentimentos são tão livres e tão estampados na minha cara Blasé o tempo todo, que quando os aprisiono, me sinto prisioneira de mim mesma . Talvez eu mesma mantenha cadeada a corrente que me prende ao pé da cama.
Eu e meus boicotes sentimentais românticos infinitos.
Nascida eternamente na época errada.
Eu deveria ser um desenho animado onde os príncipes e princesas existissem.
A vida real não é nada interessante.



sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Eu colunista do Queb

Galera!!

Devagarito to alçando meus vôos...

Confiram minha coluna no QUEB.

http://www.queb.com.br/colunas.php?id_colunista=64

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Cinecabam


Pra quem gosta dum cineminha...bom e barato... ;)

domingo, 11 de outubro de 2009

Leituras

Sempre que leio lábios acabo querendo ler também os pensamentos.

Broken Hearts

Quando alguém parte meu coração eu me sinto definitivamente partida ao meio. Então ponho os fones , ligo a música, canto, danço, choro, leio, escrevo, durmo, e um dia, de repente acordo nova.


Gustav Klimt - Kiss

Like a Child




Hoje acordei decidida a escrever aos adultos, com uma tremenda sensação de nostalgia.
Uma saudades da infância, uma saudade infinita...
...de  ir pra cozinha aprender a fazer bolo com a mãe;
...de andar de moto com o pai;
...de abotoar o meu pijama no pijama do meu irmão e sair pela casa correndo com os pijamas abotoados... saudade de irmão sempre vem acompanhada das peraltices mais divertidas;
...saudade das vós ( dos vestidos de crochê, dos passeios no Iguatemi, do melhor franguinho assado que eu já comi, daquele potinho de goma que o vô sempre escondia, e a vó dava.);
...saudade das tardes na piscina no GTA;
... de andar de rooler
...de andar de bicicleta
...de escrever cartas com a Laura ... pras amizades que fazíamos nas férias do banco;
É saudade de tanta coisa, que o peito até dói.
Uma saudade que dói por saber que esse tempo nunca mais vai voltar, que restam só as lembranças.
Saudade é bom e é ruim ao mesmo tempo. Faz lembrar feliz, mas faz chorar depois.
A vida é tão breve que eu penso que o amor é o que faz registrar a saudade.
Desejem seus filhos.
Ame-os desde a idéia de tê-los.
Amem demasiadamente. Amor nunca é demais.
As melhores lembranças que guardamos da infância são as de amor.
E não pensem que recém nascidos não guardam lembranças.
Guardam sim.
Até hoje quando sinto cheiro de leite, lembro da minha mãe.
São lembranças inconscientes, de amor.
Façam seus filhos crescer com música, com poesia, com leitura.
Proporcione uma corrida na grama...uma sujeira de terra.
Deixe que ele plante uma flor quando você estiver arrumando o jardim.
Ensine-o que o papel vêm das árvores, e que é um bem precioso.
Eduque para o futuro, ensine porque o banho tem que ser rápido.
Deixe o refrigerante para ao final de semana, ensine-o a tomar suco.
Mostre que se ele der valor ao livro, este será um grande aliado na sua formação.
Conte histórias desde a barriga, e ele sempre ouvirá você com atenção.

Ensine- o a gostar de ler.

Aproveite quando ele dorme no seu colo, porque esse tempo vai passar, e tenha certeza, todos sentirão falta um dia.
É essa saudade infinita.
É disso que estou falando, de ser criança, de ser pai, de ser mãe.
De um dia ser adulto e querer ter seus próprios filhos e formar sua família como uma maneira de viver de novo aquela infância que carregamos na memória.
É a única forma de lembrarmos da inocência que perdemos.
De nos darmos conta que educação é fundamental.
Que pensar no futuro é importante, mas que é preciso sentir saudades do passado, porque isso nos ajudará a ser pais melhores, adultos melhores.
A  sinceridade das crianças, a leveza, o riso.
Resgatar esses valores é viver bem o presente.
Viva o dia da criança!
Viva o dia que existe para nos lembrar que o amor é essencial

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Na companhia do mascante

Quem é que nunca mascou por horas a fio um chiclete?
É , aquele Ploc rosa mesmo, que em 5 minutos já não tem o menor gosto.



Uma vez quando eu era criança ouvi alguém dizer que chiclete era feito com couro de vaca.
Fiquei uns cinco dias sem mascar.
No sexto dia eu já tava escolhendo que cor de anel eu queria. Sim, porque os chicletes vinham com uns aneizinos com uma pedrinha (de plástico bagaceiro, lógico) colorida.
E ainda teve uma fase em que vinha uma figurinha que se raspasse o lado de trás ela passava pra mesa, pra parede, pra onde tu quisesse que ela ficasse.
Nesse período não tinha sapólio nem mão de obra das faxineiras conseguisse manter as classes da escola limpas.
E as tatuagens???
Não muito distante, estes tempos eu mesma fiz uma tatuagem que veio num chicletes. HAshua.
Pura nostalgia. Com 27 anos eu me lembro como se fosse ontem.
Muito divertido.
Hoje já tem até Trident que tu pode comer o papel.
Veja só, as coisas evoluiram, mas o companheiro continua o mesmo, o bom e velho chicletinho.
Adoro bala chicletes, só acho que o chiclete que vem dentro da bala é muito pequeninho, aí a gente tem que colocar umas quatro balas chiclete na boca pra ficar um chiclete de tamano normal no final.
E os Ping Pong, alguém se lembra?



O tempo passa né....
Esse final de semana mesmo meu noivo quase distruiu uma caixinha ultra moderna de trident porque foi abrir como se abria a antiga embalagem. Rasgando um dos lados.
Viu.
O chicletes tá sempre presente e ainda assim atrelado ao passado. É como qualquer coisa, vai evoluindo sabe, mas o espírito ainda é o mesmo.
Saudade dos Ping-Pong e Babaloo.




A propósito , termino este post com um de bala chicletes que já tô mascando há algum par de horas.

Fui.

Pllllllllllllloc!



 

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura

Olá!!
Hoje voltei pra casa me sentindo mais motivada com as perspecitvas profissionais na Biblioteconomia. Estive no lançamento da Frente Parlamentar de Incentivo à Leitura que ocorreu nas dependências da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, tendo como palestrantes o escritor , jornalista e professor da PUC RS, Juremir Machado, as professoras Doutoras da área de Biblioteconomia Eliane Moro e Lizandra Estabel, e a vereadora Fernanda Melchiona, bibliotecária formada pela UFRGS que está abrindo portas para a nossa classe através da sua atuação.
É de iniciativas como esta que precisamos, o papel do bibliotecário como um agente social está um pouco adormecido, infelizmente.
Tenho certeza que esta iniciativa da Frente, irá proporcionar a nós, alunos e futuros profissionais, ampliar a visão em relação à profissão, e a própria sociedade.
Fiquei chocada com as imagens da biblioteca destruída pelo vandalismo, que nada mais é do que a falta de educação.
É preciso educar pra que as pessoas possam sentir necessidade de acesso à cultura. Agora, neste momento , é tudo o que precisamos: unir as políticas públicas, a educação, a biblioteconomia e a vontade que temos de fazer algo pra mudar esta situação crítica. É formando leitores, que certamente construiremos cidadãos conscientes dos seus direitos como seres humanos e dos seus deveres como cidadãos, educados.

domingo, 20 de setembro de 2009

Os misteriosos sentimentos da Feiurinha





Acordei me sentindo feia.
Aqueles dias que tudo parece te reportar ao espelho.
E nele enxergo tudo: o rosto que está com pêlos demais, a pele que está com pintas demais (me transformando num dálmata), as unhas que não estão feitas, as pernas esperando uma depilação, a bunda sendo tomada por uma celulite que há alguns poucos anos eu nem sequer conhecia, as espinhas surgindo aqui e ali, o cabelo querendo um corte, uma hidratação, as costas precisando de uma massagem, a alma precisando de energia.
Não consigo mais usar minhas lentes de contato. Os óculos parecem já ter sido cimentados na minha cara.
Tristes sentimentos misteriosos invadem o dia da Feiurinha.
As mulheres deveriam ter mais dinheiro, naturalmente.
Precisamos de dinheiro pra nos sentirmos pelo menos, um pouco belas.
Ou talvez não. Mas hoje eu acordei achando que sim.
Hoje acordei tal qual deve acordar alguém que não se reconhece mais no espelho.
Imaginei que esse dia não chegaria.
E passam tantas coisas por mim nesse momento.
Um sentimento terrível de que o tempo passou. E levou o encanto, a sensualidade, o ardor de uma beleza que não volta mais. Daquela pelezinha de pêssego que eu achava que era pra sempre. Minto.
Eu sabia que não era, mas eu queria acreditar que era.
Dizem que algumas pessoas melhoram com o tempo.
Talvez daqui a alguns anos eu até possa pensar isso se eu conseguir atingir uma qualidade de vida melhor.
Estudo pra isso.
Trabalho pra isso.
E sinceramente, espero que este dia não leve tanto tempo pra chegar.
Fazer uma academia, comer coisas melhores, degustar especiarias, usar cremes melhores, dormir melhor.
Passar o domingo fazendo coisas interessantes, em lugares interessantes.
Hoje acordei negativista.
Hoje acordei com uma tempestade sobre a minha cabeça.
Não me levem a mal.
É só um dia cabisbaixo, mas vai passar.
Tem que passar.
Escrever me faz sentir melhor.
Talvez alguém compartilhe desse sentimento de em alguns instantes da vida acordar se sentindo a própria Feiurinha.
Hoje legitimamente só me falta uma berruga na ponta do nariz.
Espero não acordar com esta surpresinha amanhã.
Daí fico pensando porque algumas mulheres alimentam o desejo de se casar simplesmente pra ter o tal do dia de noiva.
Claro.
Um dia para passar embelezando-se, sendo cuidada, sendo tratada como uma princesa.
Também quero.
Só caso se tiver um dia de noiva.
Até porque possivelmente este tal dia é unico na vida de muitas mulheres, porque cá pra nós, pra que ele se repita infinitamente, haja dinheiro.
Ai dells.
Hj acordei pessimista.
Melhor ir dormir.
Melhor dormir logo pra amanhã acordar otimista, me achando a mulher mais bela do planeta. Lógico que amanhã não vou olhar no espelho.
Como diria o meu amigo Paul, amanhã é dia de acordar com o cabelo tipo "acordei assim", levantar e sair.
Sem olhar no espelho.
Autoestima pra que te quero.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Esperaaa!

Penso que a felicidade é um momento fugidio...Quanto pretendemos tocá-la, mal percebemos e ela já saiu de fininho.

domingo, 23 de agosto de 2009

I just know...


Nem sempre as coisas são como gostaríamos que fossem... afinal a vida é assim mesmo, imperfeita.
Passei a vida toda me perguntando porque minha mãe havia escolhido pra mim este nome.
Vitória é um nome que eu considero bonito, gosto, é forte. Por isso mesmo me pergunto o porquê da escolha. Não me considero uma pessoa forte. Embora pareça, por trás desse parecer se esconde uma criaturinha tão frágil quanto uma borboleta.
Cheia de medos as vezes sinto as derrotas baterem à minha porta e o medo de peder tantas coisas me faz alucinar no escuro.
Passa da meia noite e luto em busca da descoberta do nome.
Quisera minha mãe ainda viva para poder me contar.
Queria poder ouvir tantas histórias dos seus lábios... Lembro tão pouco deles. Acho que a verdadeira vitoriosa da história foi ela.
Quando sucumbiu à dor, saiu de cena, com a classe de uma dama.
Deve ser difícil criar um filho sozinha.
Deve ser difícil criar um filho sem a companhia daquele amor maior que o gerou.
Daquela ilusão de que tudo seria lindo e feliz.
De que os sonhos todos se realizariam como num conto de fadas.
Contos de fadas, agora eu sei, nunca existiram, nem nunca existirão se as pessoas desacreditarem da magia que o amor pode ter e continuarem assim, se construindo cada dia mais frias, cada dia centradas no seu ego.
Hoje conheço gente que não se relaciona por medo de sofrer. Mas eu penso exatamente o contrário. Minha mãe morreu de solidão. Talvez tenha escolhido meu nome para que eu vencesse a vida. Para que eu não tivesse medo da dor, para que eu enfrentasse se não tivesse uma vida com amor, e que sobretudo sobrevivesse a esse mundo sozinhamente egoísta.
Tenho sobrevivido a essa vida imperfeita, e ainda assim cultivo um gosto pelas coisas simples, aquelas todas mantidas pelo afeto.
Se um dia encontrarei a felicidade completa?
Não sei.
Ninguém sabe.
O que eu sempre sei, é que nunca conseguirei desistir do amor, daquilo que ainda me faz sonhar, mesmo que tudo de fato só acontecça no universo extinto dos Contos de Fadas.
I just know...

terça-feira, 23 de junho de 2009

Blog Eco Informação - Sustentando ideias

Pessoal!

Estou juntamente com mais dois colegas, trabalhando em um blog sobre sustentabilidade.
Se puderem dar uma passada lá, ficarei imensamente agradecida, pois precisamos de opiniões sobre o assunto.
Tem enquetes, e postagens referentes á iniciativas sustentáveis e assuntos relacionados.
O endereço é:

http://sustentandoideias.blogspot.com/

Um abraço e uma ótima semana a todos!

sábado, 2 de maio de 2009

Cesta Básica do Livro



Comissão do Senado aprova cesta básica de livro sem dotação orçamentária

Por Gilberto Costa, repórter da Agência Brasil

Projeto de lei apresentado por Cristovam Buarque garante acervo mínimo de livros para famílias de estudantes da rede pública; proposição deve ser votada agora na Câmara

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal aprovou projeto de lei que autoriza o governo federal a criar o Programa Cesta Básica do Livro para garantir um acervo mínimo de livros para famílias de estudantes matriculados na rede pública.

De acordo com o projeto, apresentado pelo senador Cristovam Buarque (PDT-DF) em julho do ano passado, cada família com filhos de 6 a 18 anos, matriculados no ensino fundamental ou no ensino médio, terão direito a dois livros de literatura, artes ou ciências por bimestre letivo (oito livros ao ano).

O projeto, aprovado em caráter terminativo na comissão do Senado, segue para deliberação da Câmara dos Deputados. A senadora Ideli Salvatti (PT-SC) teme que a proposta seja arquivada na Câmara dos Deputados e explicou que há um entendimento na outra casa legislativa de que projetos de lei que criam programas e prevêem gastos devem ser da iniciativa do Poder Executivo.

Para a senadora é “quase líqüido e certo” que o projeto será rejeitado. “A Câmara tem o costume e o hábito de arquivar”, disse ela, se referindo a projetos que estabelecem despesas novas para o Poder Executivo sem dotação orçamentária. “Você não pode obrigar o governo a executar algo para o qual o orçamento não tenha previsão ou ele não se proponha a pagar”, opinou Ideli Salvatti.

O relator da matéria na Comissão de Educação, Cultura e Esporte, senador Marco Maciel (DEM-PE), discordou. “A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados já tem inúmeros casos de acolhimento de proposição”, disse, explicando que o projeto não corre riscos de ser arquivado, porque o projeto não tem caráter “indicativo”, mas “autorizativo”.

Maciel acrescentou que a única emenda que apresentou à proposta assinala que o catálogo de livros “será elaborado e aprovado pelos órgãos competentes” vinculados ao Poder Executivo. Em sua opinião, a emenda vai “escoimar inconstitucionalidade” e afastar a possibilidade de rejeição na Câmara ou veto do presidente da República.

De acordo com a Constituição Federal é vedado o início de programas ou projetos não incluídos na lei orçamentária anual (Artigo 167) e é de iniciativa privativa do presidente de República as leis que disponham sobre matéria orçamentária (Artigo 61).

Fonte: Agência Brasil

Publicado em: 30/04/2009

domingo, 19 de abril de 2009

All you have to do is never ever let it go...

Ela passou a semana pensando a respeito.
Ansiosa.
Chega o domingo nublado e a acorda com uma abrupta lembrança.
Conversaram sobre música, livros, viagens, sobre a vida.
A vida dá tantas voltas e ela volta ao início.
Ao que se perdeu na distância, mas nunca no tempo.
O tempo traz a saudade que mantém vivas as lembranças.
Sentir saudades faz cantar
Faz dançar
A felicidade de lembrar do que faz feliz
A dança do outono nos pés
Alegra o coração
A mente revive os sentimentos
Os desejos
As inspirações são de volta tão reais
Nunca esqueci...o começo.
Os olhares, os lábios, a voz....o jeito, o ser.
Cada vez que ouço Colbie, tudo se faz tão presente de novo.
O destino dá um nó nas mãos, mas mesmo com elas atadas seguro forte o coração e sinto o pulsar.
Nada pode evitar o sentir.
Cada caminhar ao lado está guardado.
Sinto o gosto das conversas...e do sentimento trocado.

Let the music take your mind
Just release and you will find

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Walking on air - Kerli


There's a little creepy house
In a little creepy place
Little creepy town
In a little creepy world
Little creepy girl
With her little creepy face
Saying funny things that youu have never heard

Do you know what it's all about?
Are you brave enough to figure out?
Know that you could set your world on fire
If you are strong enough to leave your doubts

Feel it
Breathe it
Believe it
And you'll be walking on air
Go fight
Go fly
So high
And you'll be walking on air
You feel this
unless you kill this
Go on
And you're forgiven
I knew that
I could feel that
I feel like
I am walking on air

She has a little creepy cat
And a little creepy bat
Little rocking chair and an old blue hat
That little creepy girl
Oh she loves to sing
She has a little gift
An amazing thing
With her little funny eyes of hazel
With her little funny old blue hat
She will go and set the world on fire
No one ever thought she could do that

Feel it
Breathe it
Believe it
And you'll be walking on air
Go fight
Go fly
So high
And you'll be walking on air
You feel this
unless you kill this
Go on
And you're forgiven
I knew that
I could feel that
I feel like
I am walking on air

Flitter up
and Hover down
Be all around
Be all around

You know that I love you, go on

Feel it
Breathe it
Believe it
And you'll be walking on air
Go fight
Go fly
So high
And you'll be walking on air
You feel this
unless you kill this
Go on
And you're forgiven
I knew that
I could feel that
I feel like
I am walking on air

I'm walking on air.
I'm walking on air.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Ortografa

Site facilita a vida de quem quer escrever dentro das novas regras

Nova reforma ortográfica: você já aprendeu?

É super simples: basta copiar qualquer texto no campo em branco, dentro do site Ortografa, e obter a versão corrigida, dentro das novas normas, com apenas um click. O site ainda destaca as palavras modificadas e te informa quais foram as regras que forçaram aquela mudança.

Fonte: Olhar Digital [com vídeo]

www.PesquisaMundi.tk

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Trocando livros

Existe um site diferente de tudo o que eu já ví. O que você acha de ter uma biblioteca virtual com mais de 12 mil livros em que você pode solicitar qualquer um deles, e ele ser enviado para sua casa?

O Trocando Livros é um site que tem como objetivo facilitar a troca de livros entre pessoas de todo o Brasil.

Com certeza sua estante possui diversos livros que já foram lidos ou que você não tem mais interesse. Provavelmente, neste imenso país, existem pessoas interessadas neles. E se eu pudesse enviar esses livros para as pessoas que precisam e receber de outras os títulos que quero?

Para resolver este impasse, foi criado o Trocando Livros.


Como funciona:

Adicionar livros

Este é o primeiro passo a ser realizado. Quando você estiver logado, aparecerá no menu, a opção "Adicionar livro". Através deste link você poderá adicionar os seus livros que você quer disponibilizar no acervo do site. Todos os títulos que você incluir ficarão visíveis na página "Minha lista" e poderão ser removidos a qualquer momento. São permitidos apenas livros em bom estado de conservação, sem anotações, manchas ou rasgos.

Envio

Depois que você adicionar os seus livros, basta aguardar. Um email será enviado para você assim que algum usuário (que possua crédito) solicitar um de seus livros (é importante que você acesse seu email com frequência). Através do link fornecido no email você poderá responder a solicitação. Ao confirmar que enviará o livro, o endereço para correspondência do solicitante será exibido, assim como o prazo e as instruções para postagem nos Correios.

Crédito

Depois que você postar o seu livro, volte ao Trocando Livros (faça login se necessário), acesse o menu "Envios" e clique no título do livro. Será exibido o link "Você já enviou o livro? Confirme aqui". Clique e informe o número do registro fornecido pelos Correios para ganhar 1 crédito. 1 crédito dará direito a solicitar 1 livro disponível no acervo do site.

Outra opção para adquirir créditos é utilizando o serviço de "Compra de créditos". Cada crédito custa R$ 14,90. Este recurso é acessível apenas para usuários do Trocando Livros e quantidade disponível para venda é limitada.

Com o objetivo de facilitar o entendimento, estamos utilizando o termo "crédito", que nada mais é do que uma permissão no site para o usuário realizar uma solicitação de um livro.

Solicitação

Se você tiver pelo menos um crédito poderá solicitar um livro. Através do menu "Livros", você tem acesso a todos os livros disponibilizados pelos usuários. Procure por tags ou realize pesquisas por título, autor ou editora. Clicando no título do livro, mais informações são exibidas. Quando você escolher, basta clicar no botão "Solicitar" para iniciar o processo. Se seus dados para correspondência estiverem incompletos, o sistema exigirá o preenchimento para que o livro chegue corretamente no local indicado. No momento em que você confirma, um email é enviado para o dono do livro, solicitando que responda a solicitação. Se houver no sistema mais de uma pessoa com o mesmo livro, a prioridade será para o usuário mais próximo de você.

O usuário quer receber a solicitação tem um prazo de 6 dias para postar o livro. Como o processo depende de pessoas, logicamente, imprevistos podem ocorrer. Se por algum motivo o livro não for enviado no prazo, automaticamente a solicitação será cancelada e o seu crédito devolvido.

As postagens são realizadas diretamente entre os usuários. O site apenas organiza e gerencia o processo.

http://www.trocandolivros.com.br/

Boas leituras e um ótimo final de semana!!



segunda-feira, 30 de março de 2009

Inspiração ... Carpinejar já engoliu um parafuso. Eu...Bem, eu não.


Não me lembro de ter engolido um parafuso, mas é impossível esquecer das botas ortopédicas!
A quantos lugares elas custosamente me levaram!
E o olhar do meu irmão menor sem entender absolutamente porque a irmã vivia em meio à tantos acessórios. Quase um pirata, dotada de tampões nos olhos para tratar astigmatismo, e botas ortopédicas para corrigir pernas que ainda hoje são cambotas.

A superação da fase do pato feio traz valores e lembranças que as adolescentes fabricadas barbies rosto de porcelana hoje talvez nunca venham a ter.

Sinto saudades das peripécias da infância, da casa da mãe e da busca constante da auto-estima que insistia em conversar com meus chinelos escondida embaixo da cama. Hoje ela está no criado-mudo, ao lado do porta-retato, e dou bom dia pra ela todas as manhãs.
Passei a apreciar as sapatilhas e gostar cada vez mais dos diferentes e possíveis visuais que um óculos colorido pode proporcionar.

domingo, 29 de março de 2009

Que tempo bom, que não volta nunca mais...


Criaturas!
Hoje num dia totalmente atípico, acordei cantando a saudosa música da "Poupança Bamerindus". Quem é da minha "época" (creeeedooo!) deve lembrar.
Pra quem não lembra aqui vai a ilustre letra do jingle cantada pelo simpático gordinho aí em cima!:

"O tempo passa
O tempo voa
E a poupança Bamerindus continua numa boaaaa...
É a poupança Bamerinduuusss"

Acordar cantarolando essa música me fez, de fato, pensar no quão preciosas são as lembranças.
Porque o tempo passa, e só restam elas.
Acabei por reviver momentos mais nostálgicos do que os tradicionais neste domingo quente ás vésperas de abril.
Rememorei os matinais "leites com Nescau", os brigadeiros com "Leite condensado Mococa"...

Alguém sabe se ainda existe esta marca de alimentos da vaquinha? Porque se ainda existe...eu perdi de vista...

As brincadeiras com "Playmobil" , e as idas pra escola levando lanche nas "Merendeiras".
Caramba! Como é bom lembrar...
Teve um tempo que adorávamos um brinquedo chamado "Pula-Pula" que tinha uma bola colorida pendurada de um lado e a gente colocava o outro pé e girava aquilo... (Laura, Pitti..vcs deverão se lembrar) e aquilo nos divertia por horas...tentávamos ver quem ficava mais tempo pulando sem cansar.
Nos "recreios" nos juntávamos pra "Pular Elástico", e quando em casa sozinhas, usávamos como recurso (já que não tinhamos as quatro pernas divididas em duas amigas) duas cadeiras, que certamente sequestrávamos da cozinha das mães. E ás vezes quando na casa de uma amiga, usávamos a amiga e uma cadeira. (Quantas vezes né Beta..)

Quantas coisas o nosso cérebro é capaz de guardar?

...ou caberia melhor dizer que estas memórias dormem quentinhas numa caminha fofa no coração da gente?
E quando sonhamos, acordamos lembrando de alguma forma, reativando essas pequenas imagens que os nossos olhos um dia fotografaram.
Ser criança é tão bom...
Assistir o "Chaves" comendo uma bolachinha, ou uma papa de pão( na casa do vô da Pitti) nos fazia pequeninos mais leves e despreocupados!!
Nossa única preocupação era deixar a mãe fazer o que estava fazendo na cozinha, ou nos entretermos enquanto ela terminava o almoço ou a janta, ou também enquanto os pais tomavam seu "aperitivo" antes do churrasco ficar pronto.
E os "patins" ?
A nossa geração acompanhou a evolução dos patins enquanto caminhava sem perceber em direção ao futuro que vivemos hoje, em que ás vezes o computador toma lugar de todos esses brinquedos divertidos e lúdicos que talvez nossos filhos não venham a conhecer.
(Eu lamento por isso.)
Os meus primeiros patins tinham 4 rodas, duas de cada lado que davam suporte ao pé.
O modelo podia ser escolhido de acordo com o gosto, ou o bolso (dos pais).
Havia um modelo que parecia uma sandália, que calçávamos um tênis, e daí com o pé já no tênis, calçávamos o patins. Amarrava bem apertado e pronto. Simbora patinar!
A outra opção era o botinha (que era mais caro!) que já vinha com uma botinha de couro acoplada ao patins. Logo, era só colocar o pé, amarrar e pronto.
Na sequência vieram os modelos rooler.
Um design novo, todo modernoso...
As rodinhas enfileiradas no meio do pé. Mais veloz...
Depois do rooler tradicional, surgiram os com rodinhas de gel e talz, mas nessa fase, nós já trocávamos os patins por umas saídinhas noturnas com as amigas.
"Jantinhas e sorveterias (nos áureos tempos da Gluts) e cachorros-quente no alemão."
E veio a adolescência, e a musiquinha do Bamerindus se foi.
E as lembranças foram guardadas, pra num dia como hoje, alguém como eu, simplismente acordar lembrando, e claro sentindo saudade de tudo isso, de todas as coisas, de todas as pessoas e de cada momento que sempre faz parte da construção daquilo que nos tornamos.
Hoje eu estou tentando guardar um dinheiro, tentando fazer uma poupança.
Pode ser que num futuro eu ainda acorde lembrando da música do Bamerindus, mas eu espero que seja pra lembrar que a minha tentativa deu certo, e que nesse dia eu acorde com todas as lembranças dos dias de hoje, preferencialmente assim, passando umas fériazinhas no nordeste... Curtindo a poupança feita pra aposentadoria.
O tempo nunca volta, mas tudo que acontece nele sempre poderá ser novamente acessado pelo que registramos no nosso cérebro.
A memória é o nosso bem mais precioso.
Aquela que muitas vezes nos faz sentir melhor nas piores situações.
Aquela que nos faz sentir ainda melhor nas melhores situações.
Aquela que nos leva pra perto de quem amamos, mesmo que haja distância física. A memória permite a distânica, mas jamais o distanciamento.
É ela também que conversa com a nossa consciência quando precisamos tomar uma decisão. Nos dá exemplos registrados nela.
E é sempre assim.
Onde está o tempo e as suas asas...lá está a memória, sentada ao nosso lado com seus pés no chão.

quarta-feira, 25 de março de 2009

bla bla bla


Esse final de semana desperto minha mente pra alguns sentimentos que andam de certa forma guardados no fundo de algum dos meus baús de memórias.
Acabei pensando sobre o desejo, sobre amor, influência breve de um contato com o Carpinejar em uma palestra e quando da leitura de " O amor esquece de começar".

Penso que amar é exercer o amor desejoso do desejo do outro quando crio no teu corpo uma possibilidade de alimentar o fogo que arde no meu.

Sinto saudades de postar mais
Expressar mais
Minha auto-estima anda deveras escondida no meio das minhas bugigangas. Por estes dias ela estava embaixo da cama dialogando com meus chinelos.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Borboleteando


Começo o ano percebendo que as borboletas são inspiração
em todos os lugares....
Saudades da correria do ano.
Que venha março e retorne a rotina de aulas,
estudo, cafés e borboletas no canto do quadro negro.




Borboletas - Vitor e Léo
(Victor Chaves)

Percebo que o tempo já não passa
Você diz que não tem graça amar assim
Foi tudo tão bonito, mas voou pro infinito
Parecido com borboletas de um jardim

Agora você volta
E balança o que eu sentia por outro alguém
Dividido entre dois mundos
Sei que estou amando mas ainda não sei quem

Não sei dizer o que mudou
Mas nada está igual
Numa noite estranha a gente se estranha e fica mal
Você tenta provar que tudo em nós morreu
Borboletas sempre voltam
E o seu jardim sou eu

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Calor


O verão começa
E tu voltas a te revelar
Nas sutilezas e na leveza das roupas eu queria ser uma pulguinha pra percorrer o teu corpo
Ops!

Vitória já não sabia mais se era o vento quente a soprar os seus cabelos ou se era a sua imaginação a derreter-lhe em sensações.
O que é então esse sentimento que se mostra em tantas faces que se confunde com personagens da gente mesmo?

Num dia séria

No outro ousada

Um tanto quieta

Outro descarada

Conservadora ou Recatada?

Chá ou Café preto?

Suco ou um bom vinho?

Pensava nas contradições que a construíam e ria sozinha.
Era duas, era todas as mulheres que desejam, que se encantam, que ousam, que amam e que pensam o novo conceito de amor.
Ruim? Não .
Diferente.

Abraços ou beijos inflamados?

As escolhas residem na oportunidade e brincam de esconde-esconde com o momento.
Acheiii! Agora é a sua vez!

sábado, 22 de novembro de 2008

Pensando...


O Natal está chegando...Já pendurou seu papai noel na porta?
Já escolheu e comprou os presentes de natal?
Como vai a sua família?
Você tem família?
Vai passar o natal com os amigos?
Vai passar o natal?



O que sou, penso e faço faz alguma diferença pra você?
Os vizinhos se importam se eu sumir por uma semana?
O cobrador do ônibus perceberá que eu não apareci na terceira fileira de bancos daquele ônibus nesta semana?
O banco percebeu que este mês não houve nenhuma movimentação na minha conta?
Nos últimos dois meses não apareci na faculdade. Alguma idéia deixou de ser posta em prática por eu não estar mais lá?
O país perdeu com a minha ausência?

Me calei.
Fui sumindo e desapareci.
Deixei minha casa, os amigos, os grupos na faculdade.
Abandonei a conta bancária, as compras, o ato de consumir.
Meu capital deixou de girar.
Minhas idéias saíram da circulação.
Ninguém ouve mais minha voz.
Ninguém percebe meus passos.
Meus pés nunca mais tocaram o chão.
Me tornei tão insignificantemente deprimida que ao deixar os sonhos e o que me compunha como sonhadora perdi a vida e virei um fato.
Mais um corpo estirado no chão.
Uma nova cena no sensacionalismo da mídia.
E quantos fatos como eu ainda surgirão por aí.
Quando se estinguem as possibilidades e o contraste entre os mundos se torna tão claro, o ser humano se sente excluído da engrenagem que move a sociedade.

S-O-C-I-E-D-A-D-E

A origem da palavra sociedade vem do latim societas, uma "associação amistosa com outros". Societas é derivado de socius, que significa "companheiro", e assim o significado de sociedade é intimamente relacionado àquilo que é social. Está implícito no significado de sociedade que seus membros compartilham interesse ou preocupação mútuas sobre um objetivo comum.

E por ondem anda perdida esta associação amistosa que não identifica o desejo de morte de seu companheiro?
Quando a morte chega perto, e ao invés de lhe dizer que tomou até nós o caminho errado, apertamos sua mão e lhe convidamos a tomar um mate, é por que em algum nível a insatisfação do indivíduo com a sociedade encontrou um ponto crítico.

Segundo Émile Durkheim , o vínculo social pode ser composto de dois fatores: a integração social (ligação a outros indivíduos dentro da sociedade) e a regulação social (ligação com as normas da sociedade). Ele acreditava também que taxas de suicídio podem aumentar em extremos de ambos os fatores.

Se não mais compartilho meus anseios, se não encontro no outro uma companhia para rir, para chorar ou até mesmo para incitar uma revolução, o que me resta?
Não tenho laços.
Não crio oportunidades de abraços, de gritos de gol e de passeios pela cidade.
Nem a calçada me encontra mais a pensar na vida observando as crianças a jogar bola.
Esta falta do outro - que é qualquer um aqui e ali ao meu lado - me faz pensar que só não sobreviverei.
A diferença da crença.
Ter que aceitar que o meu Deus não é tão bom, e que nem tudo cai do céu.
Saber que o Deus do outro talvez faça mais por ele, embora ele acredite que Deus só quer que ele trabalhe. E que trabalhando garantirá sua cadeira no céu numa outra vida que não é aqui e enm agora.
Nem o trabalho me faz mais feliz.
Trabalho pra quê? Pra quem? Por quê?
Dinheiro?
Não. Dinheiro não é pra qualquer um.
Dinheiro não é pra todos.
Pra ter dinheiro patati patatá. Até pra isso há convenções.

Em tudo existem padrões.
E assim como os padrões, por aí também chegaram, se instalaram e circulam os ladrões. Que roubam com a falsa idéia de sentirem-se felizes. E o são?
E eu?
Que sou honesto.
Que cumpro as regras.
Que trabalho.
Que economizo.
Que ainda sonho.
Que o quê?
Quem sou eu?
Mais um ninguém numa sociedade selvagem e capitalista.

De acordo com Durkheim, os indivíduos têm um certo nível de integração com os seus grupos, o que ele chama de integração social. Níveis anormalmente baixos ou altos de integração social poderiam resultar num aumento das taxas de suicídio:

  • níveis baixos porque baixa integração social resulta numa sociedade desorganizada, levando os indivíduos a se voltar para o suicídio como uma última alternativa;
  • níveis altos porque as pessoas preferem destruir a si próprias do que viver sob grande controle da sociedade.

Vivemos em uma sociedade que nos impõe regras de conivência, que nos leva a crer nas instituições através de valores cultivados em rituais, institui o dízimo, o casamento, o pagamento do aluguel através de um contrato, o uso do nosso próprio dinheiro pautado em tarifas e taxas de contas bancárias, da prestação de serviços que utilizamos através de mensalidades, da tradição de enfeitar o pinheirinho no natal, de comer chocolates na páscoa, de tirar a própria vida porque Osama Bin Ladem acredita e eu também que dar a minha vida pela minha crença é legal.

E muitas vezes ao nos tornarmos escravos destes rituais, se nos abstermos deles, ou se simplismente não mais quisermos, ou não pudermos segui-los, muitas vezes somos rechaçados, ou descriminados pelos grupos que os seguem, grupos que antes nos encontrávamos inseridos. Esta realidade de inclusão e exclusão através das regras sociais muitas vezes é um estopim para que as frustrações sejam elevadas à potência máxima...

Pessoas de várias nações unidas por tradições, crenças ou valores políticos e culturais comuns, em certas ocasiões também são chamadas de sociedades (por exemplo, Judaico-Cristã, Israelita, Oriental, Ocidental etc.). Quando usado nesse contexto, o termo age como meio de comparar duas ou mais "sociedades" cujos membros representativos representam visões de mundo alternativas, competidoras e conflitantes.

Saint Exupéry, dizia em seu romance infanto-juvenil “O pequeno princípe ”, que os rituais são necessários. Certamente ele tinha muito de Émile Durkheim.

O Pequeno e solitário Príncipe tinha um ritual diário: cuidava de sua rosa, podava os pés de baobás e ainda observava e cuidava dos vulcões. Esta repetição de sequências ordenadas, de palavras e atos expressas por meios diversificados (como a música, os atos, a fala) pode vir de alguma forma representar a coletividade, que teme que seus ideais se percam ou desapareçam, o que culminaria assim na extinção disto que chamamos sociedade.
Por isso os rituais não param nunca.
Todos os anos se repetem, com poucas variações em todos os grupos.
Muitos destes rituais são religiosos, outros como "brindar" os copos antes de beber o vinho, tornaram-se secularizados. Os rituais são tão presentes que tornaram-se rotinizados pelo cotidiano.

E eles perpetuam com o avanço das gerações.
Assim como os rituais, a ausência deles aliada à falta de uma sociedade mais coesa se perpetua nas tentativas e no acontecimento dos suicídios.

Suicidou-se.
E era apenas mais um corpo estirado no chão.
E apesar de não ter caído na notoriedade da mídia, deixava a vida para tornar-se um fato.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Transformação


E a lagarta escondeu-se em seu casulo. E não era fácil ficar contida em um casulinho apertado e escuro enquanto se transformava e construia as asinhas que lhe permitiriam alçar vôo.
Fez seu casulo sob a flor.
Sentia-se segura lá.
Logo abaixo das pétalas e perto de tanta beleza.
O perfume da flor embalava suas doces mudanças.

sábado, 25 de outubro de 2008

...




Nua diante dos teus olhos. Assim me sinto cada vez que encontro o teu olhar.
Numa entrega absoluta eu transcrevo meus desejos numa pétala de flor, já não acredito mais em acaso.
Ao bater minhas asas tento voar pra longe, mas é inevitável ceder aos teus encantos.
A chuva molha a roupa que cola em meu corpo. Já despida de critérios, enxugo as gotas que percorrem os meus seios e como a borboleta pousando sobre a flor, eu pousaria sobre o teu peito, e ao acariciar o teu corpo te faria voar pra dentro de mim.
Teus beijos encontrariam enfim os meus lábios e sentiriam todo o ardor.
Queria tanto adivinhar os teus anseios...
Procuro uma flor pra me esconder quando caio em mim.
Talvez em ti não exista querer.

Sentindo o destino


Alguém me disse que "o destino é uma forma de dar sentido ao mundo".
Destino
O que fazer com ele para que tudo tenha algum sentido?
Algumas coisas talvez nunca terão
Existem em mim
Por vezes torturam minha alma
Não sei se mergulho no impulso
Ou se tento me salvar de mim
Deixo que as ondas me levem...
Que o mar me encante
Que a lua banhe o meu pensar
E que eu nunca
No destino que vier
Deixe de amar

Truques



Quando nos revelamos sem truques, a vida perde a cor.
Os truques instigam o desejo, a curiosidade e a criatividade.
E o desejo não vive sem os outros três.